Segundo fontes das Forças Armadas, há resistência contra o ex-chanceler devido às suas decisões 'completamente ideologizadas' durante o governo Lula

Tânia Monteiro, da Agência Estado
BRASÍLIA – A indicação do ex-chanceler Celso Amorim para o Ministério da Defesa já está provocando reações contrárias em Brasília. Militares dos altos comandos das Forças Armadas consultados pela reportagem consideraram esta "a pior escolha possível" que a presidente poderia ter feito.
Segundo esses interlocutores, Amorim contrariou "princípios e valores" dos militares nos últimos anos quando esteve à frente do Ministério das Relações Exteriores e até ex-ministro Nelson Jobim contornava as polêmicas causadas por decisões "completamente ideologizadas" de Amorim. Essas fontes questionam por que o governo decidiu colocar de novo um diplomata sobre os militares. Eles lembram que isso não deu certo com José Viegas e "não vai dar de novo". Para esses militares, a decisão da presidente foi precipitada, mas vão ter que engolir.
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Nosso comentário: O governo popular de Lula toma posse no Ministério da Defesa. Até aqui, todos os ministros, à exceção de Jobim, apenas esquentaram cadeira na pasta. Um dos maiores brasileiros de nossa história, Celso Amorim, comandará a aquisição e reaparelhamento de nossas forças, bem como buscará uma defesa mais autônoma, menos dependente de assistência e treinamento alienígena. Veja que o texto não menciona os militares supostamente entrevistados, mas sabemos que eles existem. Muitos militares ainda acham que são pagos pela parte aloprada da elite brasileira, aquela que aceita matar seus conterrâneos para manter seus privilégios. Felizmente, a maioria dos brasileiros, mesmo da elite, apóiam o governo popular de Lula e Dilma.
