Tão ou mais importante que repatriar pesquisadores, é manter aqui os que estão sendo formados. Contudo, como melhorar nosso sistema de pesquisas.
Em verdade, todo nosso sistema de pesquisa necessita ser reformulado! Atualmente, as Universidades e pesquisadores recebem verbas na medida em que publicam trabalhos acadêmicos em revistas de impacto.
Contudo, as revistas de impacto são estrangeiras. Assim, isso obriga nossos pesquisadores a dominarem um idioma estrangeiro, o que atrasa e diminui a qualidade dos trabalhos publicados, visto ser muito difícil o domínio completo de uma segunda língua.
Da mesma forma, a obrigação de publicar trabalhos em revistas estrangeiras submete a pesquisa nacional aos interesses estrangeiros, visto que os editores dessas revistas possuem menos interesse em pesquisas que envolvam questões nacionais – como a cura da doença de Chagas ou da Malária – do que males estadunidenses e europeus – como o envelhecimento e o câncer, apenas para citar a área médica.
Na área de tecnologia, trabalhos que buscam emancipar tecnologicamente nosso parque industrial não possui relevância para os editores estrangeiros – e portanto não recebem recursos, visto que as tecnologias que precisamos já são do domínio deles.
Necessitamos criar a revista nacional de pesquisa, para que todos os trabalhos financiados pelo governo brasileiro sejam publicadas em português, facilitando a produção dos artigos e sujeitando as pesquisas ao interesse da comunidade brasileira.
Precisamos, ainda, criar outras empresas brasileiras de pesquisa, nos moldes da Embrapa, para a contratação de pesquisadores e o desenvolvimento de pesquisa de interesse de nosso governo – e não apenas do meio acadêmico.
Assim teríamos nas proximidades das universidades, a Embrapi – para pesquisa industrial, a Embrafar – para pesquisa farmacêutica, a Embrabio – para pesquisas ecológicas e biológicas, etc..
Após o desenvolvimento dos novos produtos e equipamentos, nos moldes envomendados pelos ministérios e empresas nacionais, esses seriam licenciados para a produção por empresas brasileiras ou por uma estatal, caso a comercialização desses sejam considerados importante pelo governo e não encontre empresários interessados.
